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Pensamentos, momentos e sorrisos.



THE WALKER He was a lonely traveller. He used to be in different places and he liked it. His life was an adventure. Either he was in the town or he was in the forest. But sometimes he also flew throughout the sky to appreciate beautiful sights of the earth. He almost didn’t talk. He preferred the silence. During the day the sunshine was his guide and at night he had the starlight as a guide. There was always a lot of light in his way and it made him someone special. He had courage and boldness. He had to be alert about everything around him, but he didn’t have to be someone distrustful. In fact, he liked it when he arrived in an isolated little village because he noticed the folk’s simplicity. As soon as he arrived, the people asked themselves: -Who will this walker be? – and the children, in turn, approached him with singular curiosity. Once in a while he gave many gifts to the children such as small handcrafts, which were made by himself, rare rocks, exotic trees seeds and so forth. When he left the spot everybody blessed him and wished him a pleasant journey. One day, when he was climbing a mountain, his body cooled. It was very cold. Then he stopped and made a camp-fire. He sat down and stayed quietly listening to the sound of the wind. He could translate its massage. He would do it if he wanted, but he didn’t need because his heart understood it. His tramp didn’t have a beginning or an end and nobody ever knew about his dreams.
Fazenda de meu avô materno “Floresta de Santa Verônica”
Maio de 1950 – colheita do café – meus pais Nestor e Cidinha
Em sua fazenda tão distante, num recanto da “Alta Mogiana”, passava ela sonhando sua vida, a espera de seu amor que sabia - só chegaria quando o café depois de colhido, no terreirão estendido, como pequenas gotas vermelhas secasse.
Uma vez chegado o amor, o sol o café torrava e ali mesmo no terreirão sem mais pressa para nada perpetuaram suas juras neste retrato amarelado. Entregaram para os filhos que gostam de ouvir suas histórias à mesa da cozinha tomando um cafezinho e comendo queijo minas.
Para meus pais - lembranças da Fazenda 05-07-2010
Na casa do Vô José, “Floresta de Santa Verônica”, ao dia ele anunciava:
Levanto-me às cinco em ponto, acompanhando a galinhada.
Se você vier cheio de poeira da estrada,
no bule vai ter café para espantar a madrugada.
Secado no terreirão, trazido direto da roça,
torrado no fogão a lenha e moído pela Rosa.
E para agradar seu paladar, ofereço mais que depressa -
a Cidinha faz um “queijim” gostoso e bem “branquim”.
Daqui o amigo sai satisfeito para mais um dia enfrentar
e o aroma do café em sua memória ficará,
já pensando no dia seguinte que aqui retornará.
Amigo ou visitante da Alta Mogiana,
meu café todos conhecem e quem dele bebe gosta.
Por isso caro amigo aqui faço uma aposta:
Que não há café melhor que o da Fazenda do Zé Costa.
Luciana, 01 de maio de 2012
“Os emboabas entraram
Na fazenda dos paulistas
Os paulistas, de sabidos,
Mandam servir o café. (...)”
O Café dos Emboabas, Murilo Mendes
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“Café expresso – está escrito na porta.
Entro com muita pressa. Meio tonto,
por haver acordado tão cedo...
E pronto! parece um brinquedo:
cai o café na xícara pra gente
Maquinalmente.
E eu sinto o gosto, o aroma, o sangue quente de São Paulo
nesta pequena noite líquida e cheirosa
que é a minha xícara de café. (...)”
São Paulo, 1928 – Cassiano Ricardo
No rancho fundo bem pra lá do fim do mundo
Nunca mais houve alegria
Nem de noite, nem de dia
Os arvoredos já não contam mais segredos
Que a última palmeira já morreu na cordilheira
Os passarinhos enterraram-se nos ninhos
De tão triste essa tristeza enche de treva a natureza
RANCHO FUNDO - ARY BARROSO